ecoam-me as cordas da guitarra num arder lento e irrequieto. preciso do som que me faz chorar e voltar a chorar, preciso dos gemidos que me fazem estremecer e voltar a querer, preciso. não oiço o que dizem, muito menos o que fazem, se o sangue é doce então que fique para eles, não quero lamber mais as gotas que caem dos olhos de todos e de nenhuns.
estes ataques de disforia põe-me doido, tanta tristeza perdida num só corpo. quero tudo para mim. quero tudo só para mim.
arranho o céu com as garras que não tenho e com a vontade que nunca irei ter, mas arranho. fica marcada a dor e o ardor que me vai cá dentro, e que só eu não sei explicar.
percorro os prédios de alto a baixo com este olhar, entro por cada janela aberta à espera de encontrar a monotonia que preenche os dias em mim; à espera de encontrar o mesmo egoísmo que inunda as estradas de carros e de buzinas demasiado irrequietas; à espera de encontrar alguém... não sei quem...
vivo e que revivo os meus olhares. entre os dois crepúsculos diários nada mais existe, em mim, a não ser esta tremenda inconsciência de não querer ser feliz.
Publicado por truth em junho 14, 2004 12:19 AME quem quer? E quem consegue? Hoje todos somos parte de algo que não foi inventado por nós, que não foi aceite de bom grado por nós, hoje somos parte de algo em que não acreditamos. Somos uma sociedade vazia, sem nexo e sem qualquer desejo q não a sua subsistência. Sobreviver não implica ser feliz
Afixado por: Contador de histórias em junho 14, 2004 07:50 PMQuando tomas consciência de algo inconsciente... deixa de o ser...
Don't you ever stop trying... ;)**
Certo é o princípio do prazer, olhar o espelho pelos olhos dele... errado é ignorar a magia dos reflexos! - «o essencial e invisível aos olhos» Saint Exupery.
Afixado por: bocejo em junho 17, 2004 02:01 AM