Na paz da rua, caminho a par das minhas passadas. A lua veste-se de branco, como se estivesse a preparar para algo grandioso, e provavelmente está sempre.
Contorno os perigos sem medo de cair... a verdade é que já estou no chão, sempre neste chão. Rastejo pelos becos sem luz e sem gente. A minha alma rasga as roupas que ainda estão presas ao corpo, cospe-as para o chão sem piedade. A nudez não é mais uma supresa, aquela supresa de carne exposta a tudo, agora é apenas a verdade visível a quem não olha pelos olhos.
Nossa! Parece um André Malraux português. Gosto da forma como escreves...
Afixado por: Valeria Mendez em março 7, 2004 06:01 AMA rastejar pelos becos, expondo a verdade do corpo. Gostei :). *Bjinhos*
Afixado por: sibylla em março 9, 2004 03:17 PM