fevereiro 19, 2004

old stuff

O ritmo do silêncio

Exaltado nas horas vagas,
chora lágrimas do passado
como um grito adormecido
que começou sem ter acabado.

Quebra o gelo que ainda arde
na memória do pensamento,
conseguindo parar o mundo
pela beleza de um só momento.

Sozinho no meio de tudo,
que desaparece vindo do nada,
o silêncio é a voz de mudo
que tanto escreve como apaga.

Alexandre Brito

5/1/03

---

Enfim, estive a recordar velhos poemas meus, reli este com especial apreço.

Publicado por truth em fevereiro 19, 2004 03:00 PM
Comentários

Também o li com especial apreço :).
*Bjinhos*

Afixado por: sibylla em fevereiro 19, 2004 03:58 PM

Não costumo "dar água a pintos",quando elogio algo,é de verdade.E eu gostei imenso do seu poema.Há por aí muito boa gente que escreve para Canção e Fado,que se tivesse o seu talento,de certeza que não haveria tanta pimbalhada espalhada.

Afixado por: Valeria Mendez em fevereiro 25, 2004 08:10 AM