O ritmo do silêncio
Exaltado nas horas vagas,
chora lágrimas do passado
como um grito adormecido
que começou sem ter acabado.
Quebra o gelo que ainda arde
na memória do pensamento,
conseguindo parar o mundo
pela beleza de um só momento.
Sozinho no meio de tudo,
que desaparece vindo do nada,
o silêncio é a voz de mudo
que tanto escreve como apaga.
Alexandre Brito
5/1/03
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Enfim, estive a recordar velhos poemas meus, reli este com especial apreço.
Publicado por truth em fevereiro 19, 2004 03:00 PMTambém o li com especial apreço :).
*Bjinhos*
Não costumo "dar água a pintos",quando elogio algo,é de verdade.E eu gostei imenso do seu poema.Há por aí muito boa gente que escreve para Canção e Fado,que se tivesse o seu talento,de certeza que não haveria tanta pimbalhada espalhada.
Afixado por: Valeria Mendez em fevereiro 25, 2004 08:10 AM