Vacilo neste corpo imundo de desejos impossíveis. Resta-me a vontade de sonhar, esta vontade que não sonha. Fico imóvel à espera que o silêncio comece a explicar-me o porquê de estar assim. Espero, espero e volto a esperar. O meu corpo semi-curvado está à beira desta cama, e num instante perco as forças e caio neste caixão para o sono do esquecimento. O quarto está cheio de luz, o que me impede de pensar, mas continuo a fazê-lo. A irreverência pesa-me nos ombros, mas felizmente estou deitado. Não sei se acabei por adormecer, ou se estou somente de olhos fechados, a verdade é que o tempo passa.
Publicado por truth em janeiro 24, 2004 11:54 PMSonhar os desejos... depois? depois logo se vê!...
Afixado por: Miss Kakfa em janeiro 25, 2004 02:55 AMContinuas, texto após texto, a levar-me a um lugar íntimo conhecido e afastado no tempo, que eu julguei só meu.
Afixado por: Marta em janeiro 26, 2004 09:31 AM